Que preço cobrar?

Dá pra confiar?

Este é uma das maiores dificuldades na hora de pegar um trabalho. 
O cliente vai achar que é muito? Pouco? Será que ele entende que o preço que estou cobrando é compatível com a qualidade do meu trabalho? Vai reconhecer a qualidade ou vai falar que o sobrinho dele faz por menos? Afinal, o guri sabe mexer no computador!

Mas o fato é que o sobrinho (apelido dado não aos profissionais em início de carreira, mas gente que acha que um software vai cobrir a falta de técnica e conhecimento) não vai entender a profundidade de um trabalho. Isso existe em todas as áreas, principalmente na comunicação. Não é só pq sabe escrever que vc é um escritor, certo? Sabe desenhar? Vira designer, claro! Tem uns programas bacanas no computador? Pronto! Virou designer. Conhece referências de escolas de publicidade? Autores de propaganda? Termos técnicos? Sabe que aquela peça publicitária, por menor que seja (um folderzinho... um cartãozinho... um cartãozinho...) vai representar a empresa em diversos níveis.
Medo é qdo o dono da empresa, que além de não ter ninguem de marketing por perto (afinal, isso é gasto, não investimento), acredita que a logomarca é mais uma das formalidades. Não percebe que a logomarca costuma ser o primeiro contato de alguém com uma empresa. Produto, serviço, atendimento, tudo influencia, claro! Mas a logo é a principal representação gráfica de uma empresa.

A equação é simples: Se vc quer um trabalho de qualidade, contrate um profissional de qualidade. Já escrevi um artigo sobre este assunto. [Clique aqui para ler Layoutezinho gera resultadozinho] 


De qualquer maneira, há uma maneira interessante de colocar preço nos trabalhos. Claro que varia de acordo com a realidade de cada profissional, a área de atuação, o cliente, etc.
Calcule quanto vc custa por hora, multiplique pelo número de horas que vc deve gastar com o trabalho e vc tem o resultado. Com um pouco de experiência vc já consegue saber o nível de complexidade de um trabalho. E com a experiência, o preço também aumenta.
A equação é a seguinte: TET. Tempo X Experiência X Talento. Tempo é um valor não renovável. Quanto menos tempo vc tem pra desenvolver o trabalho, maior é o desafio. Algo que dá pra chamar de taxa de urgência. Experiência vc vai adquirindo ao longo do tempo, com mais e mais trabalhos. E talento... Bom, isso só vem se vc se dedicar à sua profissão.

Comigo funciona da seguinte forma. Eu analiso o trabalho e faço esse cálculo. Quando passo o preço e o cliente chora, pedindo pra diminuir, eu digo que posso diminuir o preço, sim. Mas vou diminuir a quantidade de tempo que vou desprender para o trabalho. Não que vou fazer com desleixo. Mas não vou gastar os mesmos esforços do que um trabalho que é pago de forma digna. 

Coloco aqui o link da tabela da Adegraf, Associação de Designers Gráficos. Ela serve como referência, levando em conta os valores médios. Isso tem uma variação no caso de agência de publicidade, de freelancer, etc. [Clique aqui para baixar]

Fica sempre o lembrete: Serviço de qualidade tem custo. E geralmente é menor do que ter que fazer um material meia-boca, que vai ter um resultado meia-boca.


Adendo
Refação: vale lembrar que alterações no meio do caminho, com informações que não estão no briefing e enquanto o trabalho está sendo feito pode gerar alterações no prazo de entrega e no preço.

 

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